Assiste-me, neste momento, uma gigante preocupação e a vocês
solicito ajuda nessa reflexão:
Sobre a população a pressão tem sido muita, a pretexto de
uma pandemia que a muitos de nós faz pensar o porquê de tanta contradição e
irremediável prejuízo.
Pressinto que estamos a cair propositadamente numa
verdadeira calamidade sem precedentes na História, não só nossa.
Se não invertermos essa direcção da falência das famílias,
há quem vá tirar enormes dividendos dela, também não tenho dúvida. Esses serão
apenas meia dúzia de psicopatas e nem sequer serão os idealistas deste processo
em curso, aqueles que no fim vão escapar da amargura, do medo e da fome que se
vai instalar. Isso se o que move essas pessoas for o Idealismo, essa prisão que
tantas vezes nos trama. Se assim for, como sempre acontece, serão dos primeiros
a sucumbir depois que desiludidos com o resultado e principalmente quando se
virem a ser substituídos do Poder por aqueles que têm ainda menos escrúpulos.
Perguntar-me-ão se tenho alguma ideia de que Idealismo será
esse?
Tenho, mas apenas sobre esse e não sobre aquele que poderá estar por detrás.
Atrevo-me, no entanto, a fazer um esboço geral em resposta.
Sim. Concretamente esse Idealismo tem-no todo aquele que
acredita que o Estado tem a capacidade de tudo resolver e deve por isso tomar
conta de tudo, quando isso acontecesse, assistiríamos ao nivelar de todas as
classes ao mesmo padrão de qualidade médio de vida e subsidiá-la.
Obviamente, como não resultou no passado sem uma pobreza
generalizada, hoje em dia acreditam que possa ser alicerçado pelos grandes
grupos económicos internacionais, sem coração familiar embora que privados, que
sobreviverão e engrossarão as suas fileiras, graças a uma estreita colaboração
de esforços, numa estratégia comum.
Dir-me-ão: mas isso já existe!
Sim, os menos ingénuos perceberão que está em todo o lado duma forma velada,
graças às brutais dívidas que cativaram a Soberania dos países.
Apenas na China é muito pior ou mais puro esse comportamento porque esse Modelo
de Estado está instituído e está a resultar eficazmente. Depois que
ultrapassado o necessário rígido controle sobre a população mundial graças ao
Covid19 e às medidas de confinamento, que foram aceites por nós sem rebelião de
maior, pretendem que esse mesmo modelo seja agora expandido universalmente.
Há algo que se possa fazer para o ultrapassar e combater
essa subjugação política totalitária que nos está destinada?
Claro que sim, quase que bastava darmos as nossas mãos e
unirmos ao serviço duma única equipa diversificada, criativa e motivada pelo exercício
de fazer o Bem comum, para alavancar os esforços que lhe são contrários, porque
somos a “maioria da razão”.
Parece simples fazer a oposição porque a nossa causa é nobre e justa, mas não
é.
Para isso teremos de ter coragem para enfrentar sistematicamente um grupo forte,
que está no terreno há muito, com uma situação financeira sólida que paga a
muita gente e uma propaganda que tem sido eficaz.
Mas, o mais difícil ainda será ultrapassar primeiro o nosso
enraizado individualismo, pessoal e colectivo, tão genuinamente português, e
contra mim próprio falo.
Um abraço de Santo Natal, que este seja mais uma vez
milagroso, capaz de nos unir novamente a favor daquele Amor que dá colo ao
Menino Jesus e que de todos O aceita em Verdade.
Lourenço de Almada
Lanheses, dia de Nossa Senhora da Conceição, Rainha de Portugal,
ano de 2020.
Anexo: imagem da Nossa Senhora Imperatriz da China, conhecida
também como Nossa Senhora de Donglu, pelo milagre feito nesse local.
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